quinta-feira, 1 de junho de 2017

Zimbabué







Zimbabwe (do xona Zimbabwe, "casa de pedra") ou, nas versões aportuguesadasZimbábue, Zimbabué ou, raramente, Zimbaué), oficialmente República do Zimbabwe, é um país da África Austral , anteriormente designado Rodésia do Sul e depois simplesmente  Rodésia. É limitado a norte pela Zâmbia , a norte e a leste por Moçambique, a sul pela África do Sul e a sul e oeste pelo Botswana. A capital do país é a cidade de Harare.


HISTÓRIA
No final do século XIX, os ingleses, dirigidos por Cecil Rhodes, começaram a colonizar a região com o objetivo de mineração. A riqueza da terra atraiu muitos europeus, ficando a população branca a dominar o país.
Em 1910, a colónia autônoma se proclamou como Rodésia do SUL. Em 1953, o Reino Unido, temeroso da maioria negra, criou a Federação da Rodésia e Niassalândia, composta pela Rodésia do Norte (atual Zâmbia), Rodésia do Sul (hoje Zimbabwe) e a Niassalândia (atual Malawi). Em 1964, o Reino Unido concedeu a independência à Rodésia do Norte, com o nome de Zâmbia. Mas a Rodésia do Sul se recusou, a menos que fossem dadas garantias de que o governo seria eleito pelo sufrágio universal. Um ano depois, o primeiro-ministro da Rodésia do Sul, Ian Smith, declarou unilateralmente a independência em 11 de novembro de 1965 e promulgou uma nova constituição através da qual o país adotava o nome de República da Rodésia. Mas a independência só foi reconhecida quinze anos depois, em 18 de abril de 1980, com o nome de Zimbabwe.
Em 1969, uma minoria branca votou em um referendo a favor da república como forma de governo, a qual só foi declarada no ano seguinte, embora não tenha sido reconhecida nem pelo Reino Unido nem pela ONU. Em seguida, começou um conflito sangrento que durou mais de uma década. Em 1979, acordou-se uma trégua (Acordo de Lancaster House) e, após um ano, a maioria negra pôde votar e ser votada pela primeira vez em eleições, sendo eleito primeiro-ministro o moderado bispo Abel Muzorewa, que batizou o país sob o nome de Zimbabwe-Rodésia. Muzorewa concordou em uma transição, através de um governador britânico, até a realização de eleições no ano seguinte. A partir daí, o Reino Unido e a ONU reconheceram a independência do Zimbabwe, que já havia sido declarada quinze anos antes. A União Nacional Africana do Zimbabwe (ZANU) ganhou as eleições.
Em 12 de agosto de 1984, o ZANU procurou estabelecer um estado socialista. Dois anos depois, Mugabe anunciou medidas para reprimir os lugares ocupados por brancos na assembleia. Em 2 de dezembro de 1987, Robert Mugabe foi nomeado como o primeiro chefe executivo. Mugabe foi reeleito em março de 1990. Em 1991, o ZANU oficialmente abandonou seus ideais socialistas, mas promoveu um reforma agrária que serviu para estatizar grandes propriedades dos brancos. A forma como foi feita a expropriação tem sido frequentemente considerada controversa, devido à violência empregada para ocupar tais propriedades. Diferentes organizações internacionais, grupos independentes de direitos humanos e o partido político maior de oposição, o Movimento para a Mudança Democrática, reclamaram sobre a falta de transparência no sistema de redistribuição das terras. Robert Mugabe continua no poder, desde 1981. Nas eleições sucessivas desde 1996, a contagem dos votos têm gerado dúvidas na oposição, tanto a nível interno quanto externo. O governo de Mugabe enfrenta uma crescente oposição, dada a crise econômica no país. O governo acredita que a pressão ocidental sobre Mugabe tem sido o resultado do crescimento das relações económicas com a República Popular da China e a disputa entre a República Popular da China e os Estados Unidos quanto aos recursos minerais do subsolo do país.
Religião
segundo pesquisas, 80% da população zimbabueana se consideram cristãos. Protestantes (principalmente seguidores de igrejas pentecostais africanas) formam cerca de 63% da população. Estimativas de 2005 contavam cerca de 1.145.000 católicos no Zimbabwe, o que equilaeria a 9% da população. Seguidores de religiões tradicionais africanas, em geral animistas, comporiam cerca de 11% da população. Aproximadamente 1% seria de muçulmanos, principalmente imigrantes moçambicanos e malawianos, e aproximadamente 7% dos zimbabueanos são ateus ou não tem nenhuma religião.

Economia

Dólar zimbabueano de 1983, atualmente uma nota de Z$ 2 tem apenas valor numismático.
O país apresentava em fevereiro de 2007 uma inflação anualizada de aproximadamente 1730%. Dados governamentais de junho de 2007 apontam uma inflação de 4500%, embora especialistas afirmem que ela já chegou a aproximadamente 100000%. Em julho de 2008 a inflação oficial chegou a 2 200 000% ao ano, mas estatísticas extraoficiais indicam uma inflação real de 9 000 000% ao ano.Em 2009, a inflação chegou aos exorbitantes níves de 98% ao dia.
A hiperinflação destruiu a economia do país, arrasando o setor produtivo. Nos últimos anos, o Zimbabwe tem diminuído sua produção agrícola.
No início de abril de 2009, um vídeo filmado dentro de uma penitenciária do Zimbabwe denunciou a situação precária dos presos, que vivem em condições subumanas e mostram sinais de desnutrição.
O novo governo de coalizão formado em fevereiro de 2009 conseguiu algumas melhorias na economia, incluindo o fim da hiperinflação eliminando o uso do dólar zimbabueano e o controle de preços. A economia está registrando seu primeiro crescimento em uma década, mas ainda são necessárias reformas políticas que permitam um maior crescimento.
O dólar zimbabueano não se encontra em circulação pois foi suspenso oficialmente pelo governo do Zimbabwe devido à hiperinflação. São usadas várias moedas: o dólar dos Estados Unidos (US$), o rand sul-africano (R), o pula do Botswana (P), a libra esterlina (£) e o euro (€). Em termos de transações oficiais do estado, o dólar dos Estados Unidos é a moeda de referência.


Cultura

Ruínas de pedras do Grande Zimbabwe, monumento que deu o nome do país.
Os artistas são valorizados no Zimbabwe e muitos conseguem viver da atividade no próprio país. Ao contrário do que acontece em outros países africanos, cujos artistas muitas vezes são forçados a ir para a Europa. Nas artes tradicionais são destaques as obras de cerâmica, cestaria, tecidos pintados, joias e esculturas em madeira. A música sempre foi uma parte importante da vida cultural. Algumas lendas da África são cantadas em coro com a participação do público, e eventos sociais são realizados com o acompanhamento de músicas e instrumentos tradicionais como a marimba, o xilofone de madeira, e o mbira, também conhecido como o "piano de polegar" e mujejeje, outro instrumento de percussão.
No país encontra-se um dos poucos grandes edifícios antigos, feitos pelos nativos da África negra, a cidadela do Grande Zimbabwe, monumento que dá nome ao país.

Culinária

A sua culinária é formada basicamente pela herança da cozinha britânica combinada com pratos africanos. A refeição padrão consiste de sadza (uma espécie de mingau de milho) e nyama (pronuncia-se "nhama", e significa "carne").
A bebida alcoólica mais popular é o chibuku.

aluno:felipe

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